segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

A palavrinha mágica

Praticamente quase todo mundo (inclusive os cristãos) já se depararam em um filme ou desenho animado com a figura de seres encantados, bruxas e etc., utilizando-se de magia para resolução de problemas. Normalmente os encantamentos mais utilizados é o “abracadabra” ou “alakazam”, para abrir coisas, ou fazer acontecer algo. O fato é que, olhando essa fantasia, muitos se imaginam em um momento tendo “superpoderes” para também realizarem tais feitos. A questão é, temos o poder para realizar atos sobrenaturais?
Grandes feitos ocorreram no passado que demonstram que o ser humano é capaz sim de realizar feitos sobrenaturais. Noé teve fé e por cem anos construiu uma arca em meio a uma terra que não chovia, salvando-se durante o dilúvio não só a como também a sua família. Abraão pela fé acreditou na voz de Deus que o chamou a deixar a sua pátria e seguir para outra terra e formar uma grande nação. O mesmo Abraão, pela fé, creu em Deus na promessa de que mesmo com 100 anos de idade teria um filho, o qual daria continuidade à promessa de Deus anteriormente citada.
Por fé, José perseverou no Egito por vários anos, até tornar-se a 2ª pessoa depois de Faraó, e consequentemente, poder salvar todo o povo de Israel durante o período de seca que ocorreu naquela região. Por fé, Joquebede conseguiu salvar a seu filho da morte e torna-lo uma pessoa próxima a Faraó, a ponto de que já adulto, estivesse preparado para salvar do cativeiro o povo de Israel no Egito. Esse menino salvo, chamado Moises teve fé nas palavras de Deus em meio a sarça que ardente e tirou a pé enxuto todo o povo do Egito abrindo o Mar Vermelho em dois. Pela mesma fé, perseverou por quarenta anos no deserto Moises e o povo aguardando a promessa de entrar na terra prometida por Deus. Josué, que assumiu o posto de Moises após sua morte, adentrou com o povo de Israel na terra prometida, limpando-a dos povos idolatras, e instalando assim o reino de Israel na terra. Davi pela fé em Deus transformou Israel em uma grande nação durante seu reinado. Mesmo estando longe de casa, Daniel e seus companheiros perseveram em fé, não permitindo que fossem corrompidos pelos costumes da nova terra do cativeiro, mantendo a integridade do povo judeu. Esdras e Neemias por fé em Deus reconstruíram a Jerusalém e restauraram o templo, promovendo também a restauração do culto ao Senhor por toda a nação. Pela fé, nos tempos de Jesus muitos foram curados de suas enfermidades, sejam físicas ou espirituais, e mesmo após a Sua crucificação, seus apóstolos por fé e as pessoas crendo na mesma fé partilharam do poder de Deus através de inúmeros milagres. A fé fez com que Estevão, Paulo, Pedro e vários outros, seguissem firmemente na comissão dada por Cristo e proclamassem as boas novas do evangelho a muitos, mesmo sob risco de morte. Muito ainda se poderia citar a respeito da fé, mas até então, para o proposito desta mensagem já basta para dizer que entre tudo o que foi escrito, o ponto principal é a “fé”. Existe a soberania de Deus que é incontestável, podendo para tanto agir conforme Lhe convier, mas na maioria de seus atos, o ponto principal foi o teste de fidelidade humana. Isto pode ser comprovado em várias das passagens bíblicas como (Mt 15.28, Mc 2.5, Mc 5.34, Lc 8.48, Lc 17.19, Lc 18.42, At 14.9, etc.) Dessa forma, a nossa “palavrinha mágica” chamada FÉ, foi a responsável por vários dos acontecimentos, ou seja, o reconhecer da nossa fraqueza e da necessidade do agir de Deus em nossas vidas, confiando plenamente Nele, sem brecha para mais nada, apenas em Deus. Jesus nos diz que basta que a nossa fé seja do tamanho de um grão de mostarda, que maravilhas já as fará (Lc 17.6, Mt 17.20). Assim caros, usemos esse super poder que nos foi concedido para sim, fazer a diferença em meio a um mundo que jaz no maligno, e nós como sal da terra e luz do mundo, devemos iluminar e dar o sabor do amor de Deus a todos os que necessitam dele.

A Paz do Senhor!!!

Ricardo de Lucena Ferreira

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Você realmente sabe a grandiosidade do sacrifício de Jesus na Cruz para remir seus pecados?

A CPAD (Casa Publicadora das Assembléias de Deus) traz como conteúdo para esse 1° Trimestre/2015 Lições Bíblicas acerca dos Dez Mandamentos - "Valores distintos para uma sociedade em constante mudança". Segundo Philip Graham Ryken¹: "O bom ensino sobre a Lei e o Evangelho nunca foi tão necessário quanto é hoje. Estamos vivendo em tempos não compatíveis com a Lei, quando o desrespeito à autoridade leva ao desprezo generalizado pelos mandamentos de Deus. As pessoas estão se comportando muito mal, mesmo na igreja. Parte do problema é que elas não sabem o que Deus quer. Mesmo entre os cristãos há uma espantosa falta de familiaridade com o padrão perfeito da Lei de Deus, e é claro,a situação é pior na cultura em geral. Esta ignorância, sem dúvida, contribui para a piora geral dos códigos morais nestes tempos pós-cristãos, mas causa imenso dano a nossa teologia. As pessoas que desconhecem a Lei de Deus nunca percebem que necessitam do Evangelho. Como John Bunyan explicou: Quem não conhece a natureza da Lei não pode conhecer a natureza do pecado. E quem não conhece a natureza do pecado não pode conhecer a natureza do Salvador".

Para o crente, uma chance de aprimorar o seu tratamento para com Deus e para com o próximo.
Para os não crentes, uma oportunidade de conhecer o caminho que Deus realmente quer que você siga para chegar a Ele.
Venham participar conosco e aprender mais sobre o assunto!!!.

A Paz do Senhor a Todos!!!

Ricardo de Lucena Ferreira

¹RYKEN, Philip Graham. Os Dez Mandamentos para os dias de hoje. CPAD: Rio de Janeiro, 2014.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

1° Envio de Bíblias para Missionários

Com a benção de Deus, iniciei o projeto missionário "Iluminando Caminhos", através do qual auxiliarei o campo missionário com o envio de material evangelístico, dentre os quais, principalmente a Bíblia, a qual é a nossa bússola para seguirmos firmes nos caminhos do Senhor.
Esse primeiro material foi enviado para o Pastor Missionário Abnaias que reside em Irecê na Bahia, e tem um trabalho missionário no interior nordestino. Acompanhe o blog dele através do endereço:

Acessem a aba do projeto missionário e conheça mais sobre esse trabalho.

A Paz do Senhor a todos!!!



sábado, 8 de novembro de 2014

Família, um pensamento meu.

Agradeço a Deus pela família que me concedeste que mesmo não seguindo os ensinamentos de Deus em sua totalidade, me conduziu ao ponto em que estou hoje.  Aceitei a Jesus como Único e Suficiente Senhor por conta própria, sem indução nenhuma familiar, apenas pelo simples gesto evangelístico de minha esposa e meu sogro (in memoriam) que mostraram a palavra de Deus, na qual eu pude através da leitura e do conhecimento, passar a crer e tomar isso como regra de vida. Diante disso, o conceito de família, algo que eu já valorizava, tornou-se mais evidente em minha vida. A partir de então, não era mais só a minha família e a família da minha esposa, ganhei novos irmãos da fé, que tornaram também a minha família, e nós todos, a família de Deus. Passei pelo drama da separação dos meus pais quando tinha 11 anos de idade, fato que hoje é até comum, mas a 19 anos atrás ainda não era tão comum assim. Depois disso, reunindo os cacos familiares continuei a vida, e mais tarde vi novamente meus pais tornando-se bons amigos, deixando as brigas e ofensas de lado. Casei, e decidi que para minha vida ser diferente daquela que vivi. E graças a Deus, com base no que aprendi ao longo dessa minha caminhada com Jesus, família é sim algo muito importante. Ao analisarmos a ação de Deus para conosco, Ele nos considera sua família, e faz de tudo para que estejamos bem, mesmo quando O ignoramos ou fazemos algo que Lhe desagrada. Enviou seu Filho amado para padecer por nós e nos reconciliar depois de termos pecado no Éden. Jesus vendo sua mãe aos pés da cruz, disse ao seu discípulo que a partir daquele momento ela era sua mãe, a fim de que ela não ficasse desamparada, fato que era muito prejudicial para a sociedade da época. Vimos à atitude de José para com seus irmãos que mesmo o menosprezando a ponto de vendê-lo como escravo, soube perdoar e ainda por cima, cuidar deles e de seu pai no Egito. Vários são os outros personagens bíblicos que nos retratam o modo de agir com a família. Analisando os mandamentos, em primeiro plano, Deus nos orienta a amá-Lo acima de tudo (amor ao Pai Celestial), e ao próximo (nossos irmãos, nossos semelhantes) como se estivéssemos amando a nós mesmos, e ainda pediu para honrar pai e mãe, enfatizando não só ao respeito para com Ele, mas para com nossos genitores terrenos também. Hoje, o que mais vemos é a distorção do conceito familiar, que esta sendo bombardeado por novas filosofias contrárias aos ensinamentos divinos, mas pior que isso, pelo próprio núcleo familiar. Venho de uma família onde havia respeito para com os mais velhos, e em contrapartida, havia afeto dos mais velhos para com os mais novos, mesmo quando os mais novos cometiam erros. Transmissão de ensinamentos de vida que jamais esquecerei, passados em rodas de conversa, em repreensões, mas que me são válidos até hoje e constituíram parte do caráter que possuo. Diante disso, analise-se e verifique qual o valor da família para você? Está respeitando seus entes mais velhos e também os mais novos? Da o afeto merecido a cada um, antes de cobrar o mesmo afeto? Perdoas quando é ofendido? Temos uma passagem curta por esse mundo, haja vista que somos todos cidadãos dos céus, e temos que fazer por onde voltar para lá, junto de Deus; esqueçamos as diferenças, amemos nossos entes queridos, não fiquemos perdendo preciosos minutos de nossas vidas com intrigas, desavenças e outras coisas que só prejudicam o bom relacionamento familiar. Dinheiro? Coloque-o em segundo plano ou em último, pois não levaremos nada daqui quando formos para casa, então ficar preso a isso, e deixar a família de lado não compensa.
Se esse simples relato lhe serviu, repense sua vida e passe a olha-la com outros olhos, valorizando o que Deus lhe deu de mais importante.

Ricardo de Lucena Ferreira

domingo, 19 de outubro de 2014

Viver em Cristo, isto é para os fortes!!!

É muito comum as pessoas não crentes olharem para os crentes e dizer que somos loucos por viver uma vida regrada na palavra de Deus, e principalmente por não nos contaminarmos com os prazeres mundanos (infelizmente muitos são os crentes que se contaminam).
Essa “loucura” de que nos dizem nada mais é do que realmente crer em Cristo, não somente de forma figurativa, pois falar que acredita em Deus e em Jesus é fácil, até satanás sabe disso. Mas e o viver em Cristo? Isso sim é para os fortes. O abrir mão dos prazeres da carne isso não é deixar de viver, e sim, viver uma vida plena, sem artifícios; é o viver consciente, sem estar sendo conduzido por outro ou por alguma coisa. Se viver assim, uma vida normal é sermos louco, nós crentes realmente somos. Qual a vantagem disso você pode estar se perguntando: bem, embora pecadores como todos são, vivemos para não pecar, procurando sempre caminhar pelo caminho que nos leva ao nosso grande troféu: Cristo!!! O caminho é sinuoso, cheio de obstáculos, e a porta é estreita, mas para aqueles que perseveram na palavra, limpar os obstáculos e caminhar neste caminho, é algo que não tem preço. Aliás tem um preço sim, que foi pago a muitos anos, com sangue, que muitos não dão valor, mas que sem ele não poderíamos nem sequer ter a esperança de um dia estar com Deus. Faça valer a pena cada gota de sangue que Jesus derramou para lhe salvar, cada chicotada que ele levou em seu corpo, cada ferida aberta, cada espinho da coroa que lhe puseram sobre a cabeça, cada metro caminhado por ele com a pesada cruz nas costas, cruz esta que era nossa, mas Ele carregou por nós sem nos cobrar nada.
Muitas pessoas leem João 15.8b “(...) pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito”, e acham que Deus pode ser manipulado a ceder a nossas vontades, mas esquecem de ler a parte “a” do versículo e os versículos imediatamente anteriores que diz: v.5 “Eu sou a videira, vós, as varas quem está em mim, e eu nele, dá muito fruto, porque sem mim nada podereis fazer. v.6 Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como a vara, e secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem. v.7 Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito”. Muito clara é a condição para sermos acolhidos por Deus, devemos estar Nele e Ele em nós.  A Bíblia é a palavra de Deus que pode estar em nós desde que a leiamos e façamos como Deus nos deixou orientado para viver em paz no mundo, e em paz com Ele. 

Ricardo de Lucena Ferreira

terça-feira, 14 de outubro de 2014

A missão do cristão é uma corrida com propósito único

Comumente nos relatos bíblicos, fatos cotidianos eram utilizados como ilustração para melhor entendimento dos que ouviam. A lida na lavoura, os afazeres domésticos, o pastorear das ovelhas, tudo se transformou em parábolas pelo Mestre Jesus em seus ensinos. Os discípulos também passaram a fazer uso dessa forma de expressão, e no tocante ao tema deste escrito, Paulo tomou, por exemplo, as corridas (maratonas) realizadas na antiguidade para exemplificar a caminhada do cristão rumo a Deus.
O iniciar da vida cristã autentica requer sacrifícios, esforços para aprimorar a fé individual para obtenção dos resultados esperados, ou seja, a comunhão com Deus. Semelhantemente o atleta para alcançar seu objetivo, esforça-se ao extremo de seu corpo, a fim de condiciona-lo para a árdua missão de percorrer dezenas de quilômetros. 
Durante a preparação do atleta, diversas dificuldades podem ocorrer, desde a falta de patrocínio, local adequado para os treinos, desestimulo de colegas, dentre outros. O cristão recém-convertido, e até mesmo os antigos na fé passam também por inúmeras dificuldades, que muitos acabam por não suportar e abandonam a fé em Cristo. Os contratempos para estar congregando, orando, jejuando; os parentes e amigos julgando sobre a vida vã que o crente não mais possui; o comprometimento em seguir os preceitos divinos em meio a uma sociedade corrupta, e outras que poderíamos ficar discorrendo por um bom tempo.
Dificuldades, palavra usada para atribuir o fracasso em relação a um objetivo. A alegação da falta de tempo é a principal e mais usada forma de dificuldade; mas e o tempo gasto com a televisão, internet, fofocas e preguiça? Por que não maximizar a utilização do tempo. A Bíblia nos traz varias passagens onde se diz que há tempo para tudo embaixo do sol. E por que não nos sobra tempo?
Canalizamos nossas atividades em ocorrências sem retorno espiritual adequado. Perdemos tempo na frente da televisão e esquecemo-nos de Deus e da família; da mesma forma nas portas dos bares, quando se está acompanhado de uma bebida de dos “amigos”; nas rodas de fofocas, sejam presenciais ou pela internet, e tantas outras.
Qual a prioridade atual do ser humano? Por que Deus está nas opções finais da sua agenda diária, quando deveria estar no topo da lista? Por que iniciar uma corrida sem o preparo físico correto e diário?
Temos um só caminho até Deus, e este passa por Cristo, não devemos jamais deixar de caminhar corretamente por este caminho e nem pensar em fraquejar na fé que é nosso referencial guia.
Não sabemos a hora em que nossa estrada chegará ao fim, e devemos estar preparados, no inicio do percurso, durante e no final, e ter o prazer de dizer assim como Paulo o disse: “(...) acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a rodos os que amarem a sua vinda” 1Tm 4.7-8.


A Paz do Senhor a Todos!!!



Ricardo de Lucena Ferreira


segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Ovelhas Desgarradas

Curiosamente vemos nos dias de hoje inúmeras “teologias” acerca do que Deus reserva para a humanidade. Muitos dizem, guardai os mandamentos, outros dizem, guardai apenas alguns mandamentos, e outros, “para que guardar mandamentos”, afinal, Deus é “amor”. Muitos sobem aos púlpitos das igrejas ou canais de TV, ditando novas regras para uma sociedade cristã em constante mudança. Valores outrora reconhecidos estão dando espaço e novos valores e conceitos duvidosos de como ser cristão. A bola da vez é ser pop, ser careta, jamais! Deus está no barulho estridente da bateria, das guitarras, e outros instrumentos que mal permitem aos cristãos conversarem com Deus durante os momentos de oração e adoração ou até no estrelismo dos cantores que louvam a si mesmos com suas belas vozes afinadas, mas que gaguejam quando a assunto é sua salvação pessoal. Mas isso é pop, Jesus, bem, está sendo deixado de lado na vida de muitos e sendo trocado, nada mais, nada menos que pelos novos ídolos, só que estes agora, de carne e osso e não de barro, como os condenados por Deus nas escrituras. O mundo muda, e o cristão necessita aderir a certas mudanças, isso é fato. Mas e a palavra de Deus, muda? Vemos em Mateus 24.35 as palavras de Jesus: O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar. Com base nisso, cai por terra o conceito de que a igreja deve adaptar-se ao “novo” mundo. As palavras de Deus são imutáveis e a Bíblia é a expressão das mesmas deixadas aos homens como manual de como conviver harmoniosamente no plano horizontal para com seus semelhantes ou no plano vertical para com Deus. Deus não volta atrás em suas palavras, porem as pessoas acham mais fácil adaptar a igreja ao mundo do que o mundo a igreja. Incorporam valores mundanos no ambiente em que Jesus deveria ser o centro das atenções. Convida-se Jesus a estar conosco em nosso meio a todo tempo, mas e quando ele vem, damos a Ele a devida atenção que ele merece? Provérbios 1.22-33 deixa bem claro a intenção de Deus para conosco. Sua sabedoria está a disposição, mas o ser humano prefere as vaidades da terra; os néscios preferem não adquirir o conhecimento, os escarnecedores continuam a escarnecer; mas Deus os chama a conversão de seus pecados através da repreensão (e não da liberalidade). Como promessa aos que ouvem, estes receberão abundantemente Seu Santo Espírito, mas há aqueles que rejeitam a mão estendida de Deus e seus conselhos; a estes, Jesus diz que vindo a assolação sobre eles, clamarão e buscarão a Deus, mas tarde demais será; comerão do fruto do seu caminho e fartar-se-ão dos seus próprios conselhos. Aos que derem ouvidos ao que Deus diz, estes habitarão seguros e estarão descansados de todo o mal. Não nos cansemos jamais de ouvir a palavra de Deus, e muito menos dizermos que o que já ouvimos é o bastante, porque ignorar a sabedoria pode trazer graves consequências a nós mesmos. Mudemos nosso pensamento, deixemos o mundo e não mais olhamos para traz em relação ao que praticávamos. Mudemos nossa pedagogia de ensino mostrando a crianças, jovens e adultos que devemos a todo tempo sermos instruídos por nosso Mestre Jesus. Não sejamos ovelhas desgarradas sem pastor, pois fora do aprisco, pode vir a fera e nos tragar. Priorizemos nossa salvação, e para isso necessitamos ser remidos e não “descolados”. A partir do momento em que aceitamos a Jesus como nosso único Senhor e Salvador, devemos deixar as práticas errôneas e limpar a casa (corpo) para morada do Espirito Santo. Porem muitos ainda insistem em varrer uma sujeirinha para debaixo do tapete, dando uma “aparência” de casa limpa. Devemos ser zelosos com nossa alma, para que no momento em que os portões do glória se abrirem, termos a certeza de que Deus irá nos chamar.

A Paz do Senhor a Todos!!!


Ricardo de Lucena Ferreira

terça-feira, 23 de setembro de 2014

As seis letras mais difíceis de dizer

No Evangelho de Mateus, capítulo 6, versículos 9 ao 13, durante o sermão da montanha, Jesus nos ensina inúmeras preciosidades para nossa vida, dentre elas, uma muito importante: o PERDÃO. Para dar base a isto, eis o trecho da oração do Pai Nosso onde Jesus nos ensina como pedir a Deus por nossas necessidades, tão recitada por diversas denominações cristãs:
“Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estais no céu, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu. O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores. E não nos induzas à tentação, mas livra-nos do mal; porque teu é o Reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém!” 
Dois pontos chamam a atenção nessa passagem. Ao recita-la, estamos dizendo que seja feita a vontade de Deus, tanto na terra como no céu; dessa forma, não é a nossa vontade a ser feita quando cremos em Jesus como nosso Senhor e Salvador, e sim a Dele. Pede-se a Deus que perdoe as nossas dívidas (ou ofensas) da mesma forma que perdoamos as dívidas (ou ofensas) dos nossos devedores (a quem nos tem ofendido). Mas na prática, fazemos o que oramos? Melhor, dizendo, perdoamos assim como queremos que Deus nos perdoe?
PERDÃO se tornou as seis letras mais difíceis de dizer nos últimos tempos. Muitas vezes nos mantemos na posição de ofendidos, esperando que a pessoa que nos ofendeu venha-nos pedir perdão, achando que isso nos torna superior em relação ao fato ocorrido, dando-nos a certeza da razão. Essa posição apenas alimenta nosso ego, traz uma satisfação egoísta, um sentimento de prazer com o sofrimento alheio de ter que se rebaixar para liberarmos o perdão.
Horizontalmente falando, de ser humano para ser humano, podemos estar em uma posição de vantagem por termos sido os ofendidos e não quem ofendeu. Mas a vida é um plano que não se vive apenas no relacionamento horizontal, e sim, também no vertical, para com Deus, que acreditamos ser nosso Criador, nosso Pai que estás no céu. Assim, se observarmos o que Deus nos disse através da Bíblia na Epístola de Paulo aos Romanos, no capítulo 3, versículo 23 ao 24, nos deparamos com a seguinte afirmativa: “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus”. Todos nós pecamos contra Deus constantemente, O ofendemos a todo momento, e ao final de tudo, oramos a Ele pedindo, “perdoa-nos as nossas dívidas”. Fácil é pedir a Deus isso, mas cumprimos a segunda parte da oração “assim como perdoamos aos nossos devedores”? Normalmente não. A salvação é uma via de mão dupla, temos direitos e deveres, e Deus é o juiz regulador desta via. Somos julgados na mesma medida em que julgamos aos nossos semelhantes. Então, por que requerer o perdão se não liberamos o perdão?
Aos não leitores da Bíblia venho lhes mostrar que a oração do Pai Nosso extraída da passagem bíblica supracitada tem um complemento que muitos não observam e quiçá praticam. Vejamos o que diz os versículos 14 e 15 do Evangelho de Mateus, continuando as instruções de Jesus quanto as nossas súplicas a Deus: “Porque, se perdoardes aos homens suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós. Se porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas”. De que adianta orar todos os dias, inúmeras vezes se não praticamos o que Jesus nos deixou comissionado? Ponhamos em prática os ensinamentos de Deus, se assim o consideramos com Pai, para podermos ter o privilégio de recebermos Dele a graça suplicada.

Ricardo de Lucena Ferreira

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Reflexão: Indiferentes às artimanhas do inimigo sagaz e manipulador - Parte 4/4

É necessário conhecer a época em que vivemos. Não podemos viver alienados da realidade e achar que tudo está bem enquanto o sistema mundano tenta nos derrubar a porta. Tal como os filhos de Issacar, temos que conhecer o tempo em que vivemos e a forma de agir (1 Crônicas 12.32). "E isto digo, conhecendo o tempo, que já é hora de despertarmos do sono; porque a nossa salvação está agora mais perto de nós do que quando aceitamos a fé" (Romanos 13.11). Para termos êxito nessa batalha é fundamental não ignorar o tempo em que vivemos. Não podemos dormir a respeito dessa guerra.
Deus nos chamou para este bom combate. Sabemos que esse mundo inicia uma fase pós cristã de modo de viver. Temos que nos fortalecer no Senhor para continuar fazendo a diferença. Tendo coragem de ir contra as tendências seculares do liberalismo sexual, de um deus impessoal e cósmico como prega a Nova Era, da revitalização da moral e da família. Temos que saber que quem mais está exposto à artilharia dessas ideias são nossas crianças e jovens. Eles estão diuturnamente no lance imprevisto, muitas vezes sem o preparo doutrinário suficiente para reagir e sobreviver a essa onda anticristã.
Não podemos ficar com foco em apenas um aspecto da batalha. Além de sinais e prodígios de mentira, o inimigo é sutil para introduzir na vida da humanidade conceitos dissimulados, mas de grande poder letal. Temos que ficar alertas e concentrar nossas forças e energias no serviço do Mestre, pedindo, constantemente, discernimento do Espírito Santo contra as astúcias do inimigo. Além disso, devemos ter coragem para abrir mão de formalismos e acatar as ordens do Senhor sobre como combater nesses últimos dias. Cada cristão tem um posto nessa batalha. Ninguém está dispensado da guerra. Como diz, Paulo Macalão: "Podes tu ficar dormindo, mesmo vacilante, quando atacam outros a Belial?" (Hino 212 da Harpa Cristã).


Fonte: SOARES, Jossy. Indiferentes às artimanhas do inimigo sagaz e manipulador. Jornal Mensageiro da Paz. Ano 83. Número 1.551. Agosto 2014. Página 3 do Caderno Teológico.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Reflexão: Indiferentes às artimanhas do inimigo sagaz e manipulador - Parte 3/4

Precisamos entender melhor o que é o Reino de Deus. Que justiça, paz e alegria no Espírito Santo são valores para serem vividos na prática (Romanos 14.17). Temos que vencer a desunião, a desconfiança e o ego. O inimigo tem sido eficaz em atacar uma das nossas maiores fortalezas: nossa unidade. Sem unidade não há edificação no corpo de forma integral. Nossas ações poderão ter nacos de eficiência, porém os resultados não serão homogêneos. Nossa vitória tem que ser completa. Nossa visão da batalha espiritual tem que ser acima da mediocridade, entendendo que o inimigo ataca sem parar e de forma sistemática. Seja no aspecto prático da comunhão, seja na teologia, seja no campo das profissões, do conhecimento, da vida familiar ou ministerial. Não podemos ficar indiferentes nessa batalha contra o inimigo. Não podemos dormir enquanto as raposas e as raposinhas estão danificando nossas vinhas (Cantares 2.15). Que tipo de resposta temos dado à enxurrada de informações maléficas que nossos jovens recebem diariamente nas escolas e faculdades? Que resposta nós temos dados aos jovens e adolescentes sobre nossos padrões de santidade, amor e comunhão? Poderemos continuar achando que suas mentes não questionam o tipo de cristianismo que praticamos? Nossa participação nessa guerra vai muito mais além do que imaginamos. Estamos lutando contra um estrategista sentenciado, mas não morto ainda. Amados do Reino de Deus! Nossa batalha se dá nas regiões celestiais. Devemos pensar acima das estratégias do inimigo. Para isto devemos buscar penetrar no âmago da visão do Reino. Deixar coisas rudimentares e questões de baixa indagação. Temos que adequar nossa visão de Reino.

continua...

Fonte: SOARES, Jossy. Indiferentes às artimanhas do inimigo sagaz e manipulador. Jornal Mensageiro da Paz. Ano 83. Número 1.551. Agosto 2014. Página 3 do Caderno Teológico.